A África é o terceiro continente mais extenso com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra, representando cerca de um sétimo da população do mundo, e 54 países independentes; apesar de existirem colônias pertencentes a outros países fora desse continente, principalmente ilhas, por exemplo Madeira, pertencente a Portugal, Ilha de Ascensão pertencente ao Reino Unido entre outras.
Apresenta grande diversidade étnica, cultural e política. Nesse continente são visíveis as condições de pobreza, sendo o continente africano o mais pobre de todos; dos trinta países mais pobres do mundo (com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida, etc.), pelo menos 21 são africanos.
Apesar disso existem alguns poucos países com um padrão de vida razoável, assim não existe nenhum país realmente desenvolvido na África.O subdesenvolvimento, os conflitos entre povos e as enormes desigualdades sociais internas, são o resultado das grandes modificações introduzidas pelos colonizadores europeus.
Ore para que os países africanos tenham melhores governantes, para que o desenvolvimento econômico e social seja uma realidade não mais distante desse continente tão rico em sua diversidade ética, cultural e natural.
Com uma população de aproximadamente mais de 12.800.000 pessoas, a Angola é um grande potencial em diamantes, ferro e terra cultivável, rica e bem regada; mas que possui desafios tais como: dezenas de amputações decorrentes à muitas minas terrestres que ficaram da guerra que assolou este pais; assim também como alguns casos de ostracismo, abusos, discriminação e perseguição declarada á grupos cristãos.
Ore por este país!
Com uma população que ultrapassa 40.000.000 habitantes, a África do Sul têm diversos desafios, como por exemplo: tradicionais religiões africanas, islamismo, humanismo, um governo instável, e a AIDS, que se tornou a principal causa de morte ; diariamente 1.200 vítimas são enterradas.
Ore pelos países africanos, os quais temos trabalhos missionários tais como a África do Sul.
Os trabalhos desenvolvidos pelos missionários da MIAF se constituem, entre outras áreas; tradução da Bíblia, plantação de igrejas, treinamento de líderes; assistência médica, alfabetização de crianças e adultos; projetos de desenvolvimento comunitário (agrícola e saneamento, etc) e evangelização através do esporte.
Ore pela MIAF Brasil que têm como meta a plantação Igrejas autônomas priorizando a evangelização dos povos não alcançados e o treinamento de liderança local, sendo que nosso foco de ministério são os países Africanos e Ilhas do Oceano Índico.
Como parte do acordo de paz assinado em 2005 entre o norte e o sul do país, está proposto para o início de 2011 a realização de um referendo para saber se haverá ou não uma divisão da terra. O sul quer independência do norte, mas a possível divisão não agrada ao governo.
O resultado do referendo poderá trazer incalculáveis proporções para o evangelho no país. Se a separação da terra acontecer é possível que o norte se feche ainda mais do ponto de vista religioso e que os cristãos sejam obrigados a migrar para o sul. Previsões mais pessimistas apontam para a possibilidade do Sudão se transformar num país tão fechado quanto a Arábia Saudita.
No momento o governo do norte está negociando o adiamento da realização do referendo por alegar que não há tempo hábil para a realização do mesmo, o que tem gerado insatisfação entre os povos do sul do país. Há inclusive ameaças de que se o referendo não for realizado os sulistas irão fechar as fronteiras com o norte do país.
O horizonte não é nada animador. Há o risco de uma nova guerra civil no país e já existe alguma movimentação para impedir que isso aconteça. O clima no país é de tensão e incerteza. A realização ou não do referendo ainda não foi confirmada.
Há quem acredite que o governo de Cartum venha intensificar nos próximos meses os combates na região de Darfur a fim de alegar que não há condições de segurança no país para a realização do referendo, desviando desta forma a atenção da população e da comunidade internacional.
Os povos Sudão precisam da intercessão do povo de Deus ao redor mundo a fim de que o Príncipe da Paz transforme o cenário de guerra e os corações dos diversos povos que clamam por paz para esta terra.
O trabalho nas áreas de plantação de igrejas e tradução das Escrituras é extremamente necessário já que essas são áreas muito carentes no que diz respeito aos povos ainda não alcançados com o evangelho da região de Darfur.
A Bíblia não está disponível na maioria das línguas maternas dos povos da região e as poucas igrejas que têm surgido são insuficientes para alcançar o próprio povo.
Em relação à tradução da Bíblia, há muito o que ser feito, desde a grafia da língua, estabelecimento de um alfabeto, elaboração de uma gramática até se chegar ao processo propriamente dito de tradução.
Com respeito à plantação de igrejas, um dos grandes desafios é o estabelecimento de líderes locais já que os poucos convertidos entre os povos de Darfur são todos novos na fé.
É importante desenvolver as estratégias corretas no alcance do povo considerando as realidades do seu contexto, como por exemplo o uso de métodos orais de comunicação até que seja possível ou haja interesse por parte dos povos na utilização de métodos de comunicação baseados na escrita.
Também é importante saber trabalhar diante da oposição que faz o governo em sua tentativa para impedir que o evangelho seja comunicado às pessoas. Flexibilidade, paciência e perdão são virtudes importantes nesse contexto.
Roguemos ao Senhor da seara para que levante mais obreiros para estas áreas específicas e tão necessitadas da seara.
Em função do genocídio em Darfur que chocou a comunidade internacional a atenção da igreja mundial foi despertada para esta região do planeta. Isso fez com que obreiros de diversas organizações cristãs chegassem ao país para o trabalho de curto e longo prazo.
Os desafios estão por todos os lados e há muito o que ser feito em solo sudanês já que o contexto, principalmente em Darfur, é de povos ainda não alcançados e não engajados pelo evangelho. Estamos falando de dezenas e centenas de grupos étnicos que há séculos estão sob o julgo do Islamismo e caminham distantes da luz de Jesus.
O contexto de trabalho requer obreiros com os mais diferentes dons e ministérios. O fato é que não há igrejas, seminários, Bíblias, músicas de adoração, livros, folhetos e filmes cristãos. Em alguns casos, não há nem mesmo a grafia da língua dos povos a serem alcançados. O desafio é imenso, bem como a necessidade de trabalhadores.
Os obreiros que trabalham nesse contexto precisam ainda aprender a lidar com a perseguição e vigilância por parte do governo. Como em toda ditadura, a liberdade é cerceada e o Estado se acha no direito de controlar a vida daqueles que estão sob a sua autoridade.
Há que se observar ainda que o Sudão é um país muçulmano que observa a Lei Sharia, a qual determina que aquele que abandona a fé islâmica seja punido com pena de morte.
Intercedam para que os obreiros cristãos servindo no país tenham sabedoria e ousadia no anúncio da mensagem e para que representantes de todos os povos ainda não alcançados sejam alcançados com a mensagem da cruz de Cristo.
A guerra tem gerado implicações religiosas, uma vez que os grupos envolvidos nos conflitos seguem a fé muçulmana. Em outras palavras, o cenário pode ser descrito como muçulmanos matando muçulmanos. Este fenômeno tem gerado insatisfação em relação ao Islamismo por parte dos povos de Darfur.
Até fevereiro de 2003 a região era fechada ao evangelho. As tribos da região de Darfur eram consideradas 100% muçulmanas e se orgulhavam disso. Por causa da guerra elas têm questionado o Islamismo e a sinceridade da fé do governo de Cartum.
A insatisfação com o Islamismo é tão grande que eles não querem se relacionar com nada que seja árabe e questionam duramente o governo: “É isso que é o Islamismo?”
Eles alegam que sempre fizeram o que o governo muçulmano pedia e deram todas as provas de fé que foram pedidas. No passado foram conclamados pelo governo a lutar contra os cristãos do sul e a matar e morrer em nome da fé muçulmana. Hoje se sentem usados e enganados pelo Islamismo. “O governo árabe nos dizia que se queríamos nos tornar muçulmanos de verdade então tínhamos que matar os infiéis. Hoje nos tratam como infiéis. Os árabes estão fazendo conosco o mesmo que fizeram contra os cristãos no passado”.
Tem surgido diversos testemunhos de conversão ao evangelho e boa parte motivados pela insatisfação com o Islamismo. As conversões têm acontecido tanto na região de Darfur como fora dela e até mesmo entre os refugiados fora do país.
O número de conversões que tomam o conhecimento público só não é maior por causa da pressão e perseguição do governo contra os novos convertidos. Não fosse isso, o número de dissidentes do Islamismo seria bem maior.
Interceda para que eles continuem tendo interesse no evangelho e conheçam o Salvador. Ore também para que igrejas sejam plantadas entre os povos, a Bíblia seja traduzida e que sejam alvo de um processo sério de discipulado.
Há pouca expectativa de vida para as crianças num contexto de guerra como aquele que tem sido evidenciando nos conflitos em Darfur, no qual se violam direitos humanos e não se respeita qualquer diretriz internacional.
Os relatos que dão conta da morte indiscriminada de crianças são frequentes, incluindo recém nascidos. Este cenário tem reforçado a ideia de uma tentativa de uma limpeza étnica por parte do governo. Entende-se que o assassinato de crianças seja uma das formas de tentar impedir a propagação das etnias que resistem às forças do governo.
Um aspecto que tem sido comum na história de guerras do Sudão é a utilização de crianças como soldados. Infelizmente, esse comportamento tem sido demonstrado principalmente pelos grupos rebeldes. Por todas as suas limitações, frequentemente essas crianças acabam mortas nos confrontos com as milícias do governo.
A alta taxa de mortalidade infantil é um outro fator que atinge a maioria das crianças que sobrevive aos conflitos e são abrigadas nos campos de refugiados. Essas normalmente estão nos seus primeiros anos de vida.
Comumente, as crianças que conseguem sobreviver à guerra, à falta de nutrição e às doenças, acabam se tornando vítimas do trabalho infantil. Para garantir a própria sobrevivência e da família perdem a infância desenvolvendo alguma atividade que lhes traga alguma remuneração.
Somos convidados a orar pelas crianças de Darfur vítimas de todo tipo de abuso a fim de que tenham acesso à educação, saúde e nutrição e que cresçam saudáveis. Precisamos orar também para que o evangelho alcance os seus corações.
As mulheres têm sofrido sobremaneira desde o início da guerra civil que acontece em Darfur e se destacado como uma das principais vítimas dos crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos na região.
Quando sobrevivem aos ataques, normalmente perdem o marido e os filhos além de frequentemente serem vítimas de estupro pelas milícias árabes. Uma jovem que sobreviveu aos ataques e se tornou vítima de abusos sexuais comenta: “Eu estava dormindo quando o ataque começou. Eles pegaram outras doze meninas e nos fizeram andar por três horas. Durante o dia nós estávamos exaustas e eles nos diziam: ‘Vocês, mulheres negras, nós vamos exterminá-las. Vocês não tem Deus’. Durante a noite fomos estupradas muitas vezes”.
O fato de serem sobreviventes da guerra e de terem perdido esposo e filhos nos conflitos já deveria ser sofrimento suficiente já que nesse tipo de contexto não ter a figura do homem ao seu lado é considerado um suicídio social. Contudo, ainda precisam conviver a desmoralização do abuso sexual que é corroborado quando dão à luz filhos dos estupradores.
O drama vivido por essas mulheres é algo assustador. Numa visita de um dos membros do congresso americano à região no ano de 2004, um grupo de 44 mulheres aproveitou a oportunidade para apresentar uma carta descrevendo como na guerra as milícias armadas às mantêm como escravas sexuais por períodos superiores a uma semana. Em um dos trechos, a carta dizia: “Como resultado da selvageria, algumas de nós estão grávidas, outras abortaram, outras extraíram seus úteros e ainda outras estão recebendo tratamento médico”.
São mulheres sofridas que antes mesmo da guerra já se sentiam inferiorizadas por, em sua maioria, serem analfabetas ou terem tido o mínimo acesso à educação. O fato de não saberem ler e escrever cria dificuldades ainda maiores para aquelas que precisam recomeçar a vida após terem sobrevivido à guerra. Muitas delas não falam sequer o árabe, língua oficial do país, comunicam-se apenas utilizando a língua tribal.
Essas mulheres carecem muito das nossas orações. Na verdade, interceder por elas é o mínimo que podemos fazer diante de um quadro de tanto sofrimento.