Uma noite, enquanto eu fazia as malas para uma viagem que faria ao nosso país no dia seguinte, meu marido chegou em casa e disse que seu amigo, Youssef, havia nos convidado para o jantar. Já eram 19h30, e, ainda que meu marido tivesse recusado três vezes dizendo que não havia possibilidade de que nós fôssemos, Youssef insistiu.
Pouco depois, nós chegávamos a sua casa e, eu fui para a cozinha me reunir com as mulheres. Era óbvio que elas mal haviam começado a preparar uma grande refeição, do zero. Eu tenho toda a certeza de que elas sequer haviam matado a galinha antes de nossa chegada.
Nas próximas três horas, eu percebi como as mulheres trabalharam contentes, juntas, sem uma única reclamação por Youssef ter convidado visitantes de última hora sem consultá-las. No final, tivemos uma maravilhosa noite culminando com uma generosa refeição quase à meia noite.
Hospitalidade é um importante valor dentro da cultura marroquina.
Ainda que algumas vezes seus recursos possam ser limitados, anfitriões marroquinos sempre honram e frequentemente constrangem seus visitantes ocidentais pela benção generosa da hospitalidade a eles concedida.
Deve-se esperar passar pelo menos várias horas quando se aceita um convite para visitar uma casa marroquina. Haverá chá e ou café, deliciosos petiscos de algum tipo, uma refeição composta de um prato comum acompanhada por pão caseiro fresco (geralmente quente) e frutas. Se você for convidado para passar a noite, poderá ficar surpreso com o tratamento que receberá.
Hospitalidade e generosidade são duas das mais carinhosas e afetuosas qualidades da cultura marroquina. O Ocidente tem muito a aprender com o Marrocos nestas áreas.
“Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber, alguns acolheram anjos.” Hebreus 13:2
“Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja mantimento em minha casa. “Ponham-me a prova”, diz o Senhor dos Exércitos, “e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las.” Malaquias 3:10
- Ore para que os cristãos no Marrocos se destaquem em hospitalidade apropriada culturalmente;
- Ore para que os cristãos no Marrocos sejam fiéis, sábios e perspicazes em generosidade;
- Ore para que os marroquinos que oferecem hospitalidade aos cristãos possam receber generosas bênçãos daquele “de quem fluem todas as bênçãos”.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org "Um ano internacional de oração para Marrocos"
Interrompemos nossos motivos de oração por Marrocos em favor do DIA DA CRIANÇA AFRICANA.
Muhammed e Khadija são pais de cinco crianças já crescidas. Muhammed dirige uma pequena mercearia, onde trabalha muitas horas por dia. Khadija é uma esposa boa e trabalhadora. Eles recitam suas orações fielmente cinco vezes por dia e seguem o Alcorão da melhor forma que podem.
Muçulmanos testemunham: “Somente Alá é Deus e Maomé é o seu profeta”. Como parte do chamado para oração, este credo é apregoado por alto-falantes ou, onde não há eletricidade, é estrondeado do alto dos telhados em todos as cidades, vilas e comunidades, do Marrocos, cinco vezes por dia. Recitar o credo é considerado suficiente para fazer de alguém um muçulmano. Visitantes e estrangeiros podem ser desafiados a recitarem esse credo.
As cidades gêmeas de Rabat e Salé transpõem o Bou Regreg, o delta de um rio que uma vez já separou um sultanato de uma república pirata. As duas cidades não são mais rivais, mas agora uma colabora com a outra. A capital administrativa de Marrocos é Rabat. Salé abriga 80% dos empregados da capital.
É um paradoxo que os mais humildes dos povos vivam nos mais altos lugares. As quatro séries de proeminentes montanhas do país: Rif, Médio Atlas, Grande Atlas e Anti Atlas, são redutos tradicionais dos povos bérbers.
Marrocos possui uma rica herança musical passada de geração para geração. Ritmos, melodias, arranjos e temas variam grandemente de região para região, e diferem muito da música produzida nas nações árabes ao leste. Algumas formas de música marroquina adotam crenças islâmicas ortodoxas.
A mesa está posta para o jantar, mas nela não há lugar para Amós. Desde que ele confessou sua fé em Cristo, seu pai não lhe permite mais que coma junto com a família. Amós trabalha arduamente em seu emprego e paga por várias coisas de que sua família necessita. Quando seu pai pergunta “de onde veio isso?”, sua mãe discretamente menciona que Amós o comprou para eles. Ao mesmo tempo em que ela não concorda com a nova fé de seu filho, ela percebe que ele se esforça por honrar seus pais e por cuidar de seus parentes mais novos.
O Marrocos é uma cultura voltada para a família. Os relacionamentos mais próximos que as pessoas normalmente têm são dentro da família, incluindo tias, tios, primos e os parentes do cônjuge.Os marroquinos tradicionalmente vivem juntos com todos os familiares.
“Uma fazenda, como o casamento, é por fé.” – Provérbio árabe.