Monthly Archive for maio, 2010

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19 MAI – Marrocos: Bérbers Jebala

jebalaBérbers jebala são os habitantes originais do nordeste de Marrocos. Sua população pode chegar a dois milhões de pessoas. Em sua maioria, vivem em áreas rurais, sendo que um pequeno número habita em áreas urbanas ou grandes cidades.

Os Jebala são um povo muito pitoresco. As mulheres se vestem com uma saia tradicional de lã listrada em branco e vermelho, chamada de “mendil”. Eles são um povo agrário e dependem de pequenas plantações de trigo e legumes. Alguns criam ovelhas. Os bérbers jebala falam um marroquino árabe coloquial em sua própria maneira cantada e com sotaque característico.

Atualmente existe pouco alcance evangélico a este grupo étnico. Devido ao seu isolamento, vivendo em comunidades de difícil acesso, eles verdadeiramente são um povo “oculto”. Entretanto, uma vez por semana eles vão à feira local, no meio do nada, para vender seus artigos e comprar os suprimentos necessários.

Sua maior necessidade, provavelmente, seja o atendimento médico.

Os Jebalas têm pouco acesso a profissionais médicos treinados e se apóiam excessivamente em ervas medicinais. Sua marca de islamismo folclórico inclui muitas práticas animistas. Suprir suas necessidades médicas, através de clinicas que providenciem serviços acessíveis nas cidades próximas às suas comunidades, ou através de furgões propriamente equipados em suas feiras semanais, pode ser um meio de alcançar este simpático povo para o Reino.

O pessoal médico treinado, com dons em evangelização, encontraria receptividade nos corações daqueles a quem ministram, enquanto se constroem amizades e se ganha o direito de ser ouvido.

“Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: “O Reino de Deus está próximo de vocês”.” Lucas 10:9

“Farei cicatrizar o seu ferimento, e curarei as suas feridas,” declara o Senhor.” Jeremias 30:17

  • Ore pelos Jebalas a quem os cristãos vão oferecer ajuda em suas comunidades e nas feiras semanais;
  • Ore pela provisão de cuidados médicos nas áreas rurais;
  • Ore para que muitos membros deste povo “oculto” sejam salvos e se misturem nos grupos de todas as comunidades jebala do Marrocos.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
"Um ano internacional de oração para Marrocos"

18 MAI – Marrocos: Reinado

Marrocos é uma monarquia constitucional com ênfase na monarquia. O rei do Marrocos é todo poderoso sobre a lei. Embora o Marrocos tenha ratificado diversas constituições desde sua independência em 1956, nenhuma recebeu apoio democrático. Decretos reais dissolveram o parlamento em diversas ocasiões.

bandeiraMarrocos

Gozando de grande apoio popular, o rei Hassan II governou com mão de ferro de 1961 a 1998. Um dos títulos do rei de Marrocos é “comandante dos fiéis”. Embora se diga que duas babás cristãs cuidaram dele enquanto criança, no início de seu reinado, o governo forçou muitos missionários a deixarem o país. Quando mais velho, ganhou o respeito do mundo como um líder árabe moderado que trabalhou para reduzir as tensões entre muçulmanos e as nações ocidentais.

O rei Hassan II recebia frequentemente líderes israelitas, e uma vez convidou o papa para visitar e falar ao povo marroquino. Com sua morte em 1998, seu filho subiu ao trono para tornar-se o rei Mohammad VI.

O novo rei rapidamente ganhou apoio e admiração da maioria dos marroquinos. À parte de ter feito mudanças radicais na poderosa e corrupta estrutura de liderança da força policial nacional, Mohammad VI inaugurou importantes programas para melhorar o bem estar das pessoas mais pobres. Ele também fez grandes progressos em defesa dos direitos humanos, daí se espera que as perseguições a cristãos no Marrocos venham a diminuir.

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” 1 Timóteo 2:1-4

“Reveste da tua justiça o rei, ó Deus, e o filho do rei, da tua retidão.” Salmos 72:1

  • Ore por salvação, proteção e sabedoria para o rei Mohammed VI, e para que ele continue a trilhar o caminho de um bom rei;
  • Ore para que os programas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos mais pobres sejam bem sucedidos;
  • Ore para que a melhoria da defesa dos direitos humanos venha a render liberdade religiosa e um fim à perseguição oficial aos cristãos marroquinos.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
"Um ano internacional de oração para Marrocos"

17 MAI – Marrocos: Tetuan

tetuanTetuan está situada no meio de uma região verde, que normalmente recebe mais chuva que o resto do Marrocos.

Aninhada defronte a uma montanha, Tetuan é uma pérola branca que hoje se debruça sobre a planície em direção ao Mar Mediterrâneo, enquanto os bérbers riffs chegam à cidade vindos das montanhas a leste.

Fundada por volta de 1305 pelo sultão Abou Tabit, a cidade foi usada como uma base de operações contra a Espanha no estreito de Gibraltar, tornando-se depois um esconderijo de piratas. Como resultado, a Espanha oprimiu Tetuan e finalmente a destruiu. Contudo, a cidade foi repovoada no século dezesseis pelos muçulmanos e judeus que foram perseguidos de Andaluza durante a inquisição. A cidade prosperou no século dezessete sob o reinado do sultão Moulay Ismail.

Tetuan foi a capital do Protetorado Espanhol no século passado. Sua arquitetura é remanescente da região espanhola de Andaluza, com seus quiosques, fontes e floreiras. Situada no ponto de convergência entre o novo e o velho, a praça Hassan II se constitui no coração da cidade e é o ponto de encontro ideal para os que fazem seu giro vespertino.

Tetuan faz jus à sua reputação como centro de cultura e requinte. A cidade possui muitos monumentos, incluindo um forte, muralhas bem preservadas da cidade velha, o palácio do Califa, restaurado, datado do século dezessete e várias mesquitas, fontes e caravançarais*. Estão entre os estabelecimentos culturais que fazem o orgulho de Tetuan uma universidade, dois museus, conservatório, faculdade de artes e uma escola de arte marroquina.

“Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída.” Provérbios 11:11

“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que esta nos céus.” Mateus 5:16

  • Ore pelos atuais esforços para alcançar o povo de Tetuan com o Evangelho;
  • Ore pela unidade dos crentes de Tetuan e por intrepidez em seu testemunho;
  • Ore pelo estabelecimento de igrejas que se desenvolvam e se tornem maduras.

*nota do tradutor: Caravançarai, ou Caravançará, estalagem pública, no Oriente Médio, para hospedar gratuitamente as caravanas que viajam por regiões desérticas.

FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
"Um ano internacional de oração para Marrocos"

15/16 MAI – Marrocos: Islã “Fé e Prática”

isla_2O Islã inclui várias crenças com potencial para diálogos frutíferos. Muçulmanos acreditam num único Deus, em anjos, profetas, Paraíso e Inferno e no Dia do Julgamento. Eles jejuam, oram e doam esmolas. O nome de Alá (Deus) está em todo lugar, de modo que seja lembrado a todo momento. Todas estas coisas podem agir como pontes que ajudam nas discussões com os muçulmanos.

A família é importante nas culturas islâmicas. As pessoas respeitam e honram seus pais e seus anciãos. Bebês e crianças são notavelmente amados. Os muçulmanos reconhecem o aborto como errado e desencorajam ou restringem o namoro e o envolvimento físico. Eles crêem na virgindade antes do casamento e esta é a norma. O homossexualismo é abominado.

Muçulmanos declaram acreditar no Antigo e no Novo Testamentos. Entretanto, poucos os leram, uma vez que é ensinado que os cristãos e os judeus fizeram mudanças na bíblia. Os muçulmanos comumente acreditam que os cristãos adoram a três deuses – Jesus, o Pai e Maria. Para os muçulmanos a filiação de Jesus evoca uma união física entre Deus e Maria. Eles o negam e o consideram uma hedionda blasfêmia.

O Islã é uma religião de obras. Muçulmanos praticantes seguem os cinco pilares do Islã. Eles acreditam que suas boas ações serão mais consideradas que suas más ações na ocasião do julgamento. Desse modo, eles entrarão no Paraíso, se essa for a vontade de Alá. Nos parâmetros do Islã, não é possível saber se se passará a eternidade no Paraíso ou no Inferno. Os muçulmanos vêem Deus como misericordioso e compassivo, mas também como inescrutável, cruel e enganador.

Para escaparem de tão grande decepção, os muçulmanos precisam de nossas orações.

“Então lhe perguntaram: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou”" João 6:28-29

“Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus,” Romanos 3:23

  • Ore para que as coisas em que cristãos e muçulmanos acreditam venham a prover eficientes pontes para alcançá-los com as Boas Novas;
  • Ore para que novos instrumentos, culturalmente relevantes, venham a ser desenvolvidos para alcançar muçulmanos;
  • Ore para que os muçulmanos percebam que eles não têm esperança de ganhar seu caminho para a salvação.

14 MAI – Marrocos: Mulheres

Mulher marroquinaMulheres trabalhadoras em minissaias passeiam lado a lado com suas amigas vestindo tradicionais jellabas. Estudantes universitárias fundamentalistas com seus véus negros, sentam-se ao lado de colegas de jeans e camiseta. Mães vestidas dos pés à cabeça andam de mãos dadas com meninas vestidas em roupas da última moda.

Mulheres de famílias tradicionais raramente são vistas nas ruas, enquanto outras saem para correr nas praias, ou fazer compras em supermercados.

O estilo de vida e as regras para as mulheres marroquinas variam, enormemente, dependendo de onde elas vivem. Nas áreas rurais, as famílias tendem a ser mais pobres.

A vida nesses lugares requer trabalho intensivo, e as mulheres se encarregam de uma grande parte das tarefas. Meninas aprendem bem cedo a cozinhar, a limpar e a cuidar da casa. Uma menina com seis ou sete anos de idade já pode carregar em suas costas seu irmão ou primo de um ano. Se ela permanece em sua comunidade, seus pais vão força-la a se casar na sua adolescência com um homem que eles escolherem. Estima-se que 96% das mulheres das áreas rurais sejam iletradas.

Mulheres marroquinas gostam muito de eventos. Elas gostam de cantar e dançar em festas de aniversário, circuncisões e casamentos. Elas gostam de visitarem-se, umas às outras, à tarde, depois de uma manhã de trabalho em casa. Elas tendem a ser supersticiosas e temerosas dos poderes dos espíritos malignos, magia e feitiçaria. Dizem certas frases e realizam certos rituais para proteger a si e às suas famílias.

As mulheres normalmente são o vínculo que mantém uma família unida. Elas precisam conhecer o amor de Deus transformando suas vidas.

“Semelhantemente, ensine as mulheres mais velhas a serem reverentes na sua maneira de viver, a não serem caluniadoras nem escravizadas a muito vinho, mas a serem capazes de ensinar o que é bom. Assim, poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada.” Tito 2:3-5

  • Ore para que o perfeito amor de Deus lance fora seus medos, e que as mulheres encontrem segurança n’Ele;
  • Ore para que sejam levantados evangelistas entre as mulheres marroquinas;
  • Ore para que mulheres devotas de todas as idades se envolvam com a igreja marroquina.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
"Um ano internacional de oração para Marrocos"

13 MAI – Marrocos: Medo

guinebissalllCom apenas alguns dias de vida, ele era um bebê inquieto, chorando com freqüência por causa de uma dor de cabeça causada pelo parto difícil. Mesmo com os cuidados diários da parteira, a mulher da família estava preocupada, achando que ele tivesse uma dor de estômago.

Velhos hábitos não desaparecem facilmente. Um dia nós vimos uma velha avó fazendo diminutos cortes com uma lâmina de barbear sobre o abdômen do bebê, “para que a dor e o mal saíssem”. Nós vimos bebês com cortes no rosto, queimaduras no estômago, amuletos no pescoço ou no pulso, ervas e condimentos utilizados de todas as formas.

Em Marrocos profere-se “bismillah” (em nome de Deus) com a finalidade de se proteger contra os “jinn” (espíritos) quando se derrama água quente, passa-se por uma escada escura, ou empreende-se qualquer ação potencialmente perigosa. Deve-se recitar uma determinada bênção ao se cumprimentar uma criança, para ser culturalmente correto.

Na verdade, por medo do “mal-olhado”, até mesmo os pais, raramente, cumprimentam uma criança marroquina.
Estas práticas não são islâmicas, mas resistiram desde os dias pré-islâmicos. Para os marroquinos é muito difícil abandoná-las. Tradição? Ignorância? Medo?

Provavelmente, todos estes fatores, mas medo, com freqüência é a amarra com os laços mais fortes.

“Enviou-me para anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros.” Isaías 61:1

“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” João 8:32

  • Ore para que o medo dos marroquinos possa conduzi-los aos braços de quem pode libertá-los dele;
  • Ore para que a libertação do medo vista nos marroquinos crentes, seja um poderoso testemunho para todos aqueles que os conhecem;
  • Ore para que o verdadeiro amor que lança fora todo o medo se manifeste na vida de milhões de marroquinos.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
"Um ano internacional de oração para Marrocos"

12 MAI – Marrocos: Tradição e Modernidade

Começando às cinco horas da tarde, as mulheres se reúnem numa ala do grande hall para a sua festa. Um grupo de música feminino entoa uma animada melodia, enquanto outras mulheres e moças dançam juntas, acompanhadas pelas palmas ritmadas do grupo.

Quatro horas depois chegam os homens, acompanhados de dois grupos musicais masculinos. Eles são conduzidos para outra ala do hall, separados das mulheres. As mulheres param de dançar imediatamente por causa da necessidade de elevada modéstia devido à presença masculina. Esta era a festa de casamento de Ahmed e Fátima.

Por todo o Marrocos, os dois mundos bem diferentes da tradição e da modernidade coexistem lado a lado. Muitos pais saem à procura de noivas para seus filhos, que podem apenas dizer sob pressão um “sim ou não” a respeito de sua escolha. Nas áreas urbanas, o noivo pode vestir um moderno terno e gravata para uma foto, para depois troca-lo pela vestimenta tradicional chamada “djellaba”, para outra.

casamentoislamicoNoivos não dançam em suas festas de casamento, mas, freqüentemente, permanecem sentados por horas a fio, assistindo às festividades. A noiva normalmente não sorri. Em sua noite de núpcias, ela deve apresentar a prova de sua virgindade.

Há uma tensão crescente entre tradição e modernidade no Marrocos, à medida que as gerações mais jovens são expostas à modernidade do Ocidente através da televisão e dos filmes. “Quando você se casar, sua festa será como esta?” perguntei a Rashid, irmão de Ahmed. “Não”, disse ele. “Isto é muito tradicional! Quando eu me casar, vou escolher minha própria noiva. Meu casamento será moderno!”

“Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe Glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou.” Apocalipse 19:7

  • Ore para que o que é bom na tradição marroquina seja reconhecido e mantido pelas novas gerações, e o que é ruim, na cultura moderna, seja rejeitado;
  • Ore para que a igreja marroquina se torne um baluarte da tradição marroquina redimida e venha a desenvolver algumas de suas, culturalmente relevantes, novas tradições;
  • Ore para que a crescente abertura para aceitar coisas novas, venha a incluir uma abertura para receber a nova vida em Cristo.
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"Um ano internacional de oração para Marrocos"

11 MAI – Marrocos: Bérbers do Médio Atlas

montanhas AtlasHalima nasceu filha de pastores da tribo Aït Abbas. As casas na sua pequena comunidade eram feitas de pedras talhadas ou taipa. Na primavera, sua família mudava-se para pastagens mais verdes nas montanhas, onde eles viviam até o outono, em grandes tendas feitas de lã de camelo.

Para ajudar sua mãe, Halima tinha que carregar nas costas seu irmão mais novo enrolado numa toalha. Sua mãe a ensinou a selecionar, limpar e enrolar a lã e depois a tecer tapetes. Todos os dias, Halima acordava cedo para assar pães e trazer água da fonte. Algumas vezes ela acompanhava seu pai à feira semanal, a única oportunidade em que ela tinha algum contato com o mundo externo.

Quando Halima chegou aos quinze anos, seus pais lhe arranjaram um casamento com seu primo. Depois de vários dias de festividades, ela foi viver em sua casa. Halima logo percebeu que Zaid não era um muçulmano típico. Alguns anos antes, quando Halima estava seriamente doente, um médico muçulmano local havia colocado uma pequena peça de couro contendo um verso do Alcorão em seu colar. Zaid pediu a ela que tirasse o amuleto, propondo que eles colocassem sua confiança no Senhor, e não em coisas feitas pelo homem.

A princípio, Halima estava temerosa do desconhecido, mas gradualmente seu coração mais e mais se encheu de paz.

“Mas agora, assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu.”
Isaías 43:1

  • Ore pela tradução do evangelho e outros instrumentos chave para a língua dos bérbers do Médio Atlas;
  • Ore pela boa recepção dos programas de rádio e cursos bíblicos por correspondência, e por eficiente trabalho de continuidade e discipulado;
  • Ore para que, mesmo com seu isolamento, Deus levante líderes da igreja nacional dentre os bérbers do Atlas.
*Berberes são os povos indígenas do noroeste da África do Vale do Nilo. Eles são distribuídos de forma descontínua desde o Atlântico até o oásis Siwa, no Egito, e desde o Mediterrâneo até o rio Niger. Eles falam várias línguas berberes, que juntos formam um ramo da família de línguas afro-asiáticas.
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érbers do Médio Atlas

10 MAI – Marrocos: Essaouira

EssaouiraEssaouira repousa na costa Atlântica a oeste de Marrakech. Seu clima temperado há muito tempo a fez popular entre os viajantes, desde os fenícios. Entre ruínas ainda mais antigas, suas distintas proteções fortificadas do século dezoito dão a Essaouira um apelo a mais para o turista moderno.

Essaouira foi o porto mais importante de Marrocos até a expansão de Casablanca, pelos franceses, no século vinte.

Hoje, Essaouira é uma vila de pescadores tranqüila, pitoresca, ainda que um tanto grande e decaída com um populacho local empobrecido. É também um ponto de encontro para estrangeiros excêntricos. Esta combinação encoraja todo tipo de vícios: abuso de drogas, alcoolismo, homossexualidade e prostituição.
“Gnaoua”, um festival anual, é um grande sucesso, mas se concentra em dança e música para comunicação com espíritos malignos.

Muitas mulheres em Essaouira se vestem com o haik, uma túnica tradicional. O haik consiste em uma grande peça de tecido de algodão ou lã, enrolada de tal forma, que cubra completamente os braços, pernas, corpo, cabeça e face, deixando aberto somente uma pequena fenda para os olhos. Todas as noites, as mulheres que vivem ao longo das estreitas passagens da velha cidade, se reúnem com suas crianças numa praça pública para conversar com seus vizinhos, enquanto as crianças brincam.

Os primeiros missionários da era moderna a virem ao Marrocos chegaram em Essaouira para evangelizar judeus que, então, formavam um terço da população da cidade, mas que depois se mudaram para outros lugares. Infelizmente, dois séculos depois não existe nenhuma igreja nacional em Essaouira.

“Cantem ao Senhor um novo cântico, seu louvor desde os confins da terra, vocês, que navegam no mar, e tudo o que nele existe” Isaias 42:10

  • Ore para que Deus coloque Essaouira nos corações dos intercessores, e venha a chamar implantadores de igrejas para lá trabalharem.
  • Ore para que Ele venha a salvar muitos habitantes de Essaouira e estabelecer Sua igreja entre eles.
  • Ore para que Deus dê força e graça para aqueles que trazem ajuda humanitária à região.

08/09 MAI – Marrocos: Economia

mercadoPor muitos séculos, a economia marroquina foi amplamente baseada na agricultura. Estima-se que, cerca de metade do Marrocos esteja envolvido com agricultura. Uma década de secas causou um enorme prejuízo para a economia, já que a nação teve que arcar com importações agrícolas do exterior.

O turismo desempenha um papel fundamental na economia em desenvolvimento do Marrocos, e é uma importante fonte de moeda forte. Marrocos atrai milhões de turistas todos os anos. Eles vêm principalmente da Europa para desfrutar da beleza, da história, das comidas, do clima e da cultura do Marrocos. O Turismo gera numerosos empregos para os serviços, artesanato e indústrias de roupas.

Embora Marrocos seja rico em recursos naturais, incluindo o primeiro lugar no mundo em exportação de fosfato, estes recursos são largamente inexplorados. Petróleo e gás natural foram descobertos recentemente e há esperança de que estes recursos ainda não aproveitados venham a gerar a tão necessária renda nacional.

As taxas de desemprego são altas e muitos estão subempregados. Como resultado, os salários permanecem baixos e, freqüentemente, mal fornecem a renda básica para a sobrevivência. Mais da metade da população abaixo de 25 anos está sem trabalho, panorama que pode piorar, a menos que a economia se desenvolva com mais eficiência.

No final dos anos noventa, uma fonte do governo estimou que cerca de dez milhões de marroquinos estavam vivendo com o equivalente a um dólar americano, ou menos, por dia.

Como esperado, a pobre economia afeta negativamente a igreja urbana. Alguns andam quilômetros para uma reunião, porque não podem pagar pelo transporte público. Muitas vezes, os mais idosos, ou doentes, não podem comparecer às reuniões pela mesma razão. Muitos crentes são jovens solteiros que, sem emprego, não podem se casar e formar famílias cristãs.

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus de antemão preparou para nós as praticarmos.” Efésios 2:10

“Deus é quem tem sabedoria e poder; a ele pertencem o conselho e o entendimento.” Jó 12:13

  • Ore para que homens e mulheres cristãos marroquinos encontrem empregos que os permitam ser independentes e se auto-sustentarem;
  • Ore por sabedoria para os responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento da economia marroquina;
  • Ore pela geração de milhões de empregos com salários decentes, no Marrocos.
FONTE: http://www.ariseshinemorocco.org
“Um ano internacional de oração para Marrocos”